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Aprendendo a ter resiliência e a calmaria da vida.

Como aprender a ter resiliência – o que não tem contam sobre limites mentais.

Esse artigo é uma forma um pouco diferente do que costumo escrever, na verdade sempre quis montar algo assim escrevendo sobre pessoas, inspirações e pensamentos que impactaram a minha vida.

Começo a colocar as palavras para fora descrevendo um pouco sobre o sentido de ser resiliente. Entretanto, quero basear-me essa história expondo como exemplo uma pessoa em si, não vou expor o nome como sigilo mas esse ser humano é real e vou chama-lo de “Resiliência”.

Sempre tive alguns momentos da minha vida que o mar estava muito agitado, no qual eu senti daquele momento que era preciso ter resiliência de verdade, escutei essa palavra quando tinha 17 anos em um curso que eu fiz profissionalizante e sinceramente? Nunca tinha entendido direito o sentido dela, so achava bonita a palavra e comecei a usar.

Até que chegou alguns momentos da minha vida que realmente coloquei a mesma em prática e comecei a entende-la melhor. Com um olha diferente até porque na prática a teoria é outra coisa!

Antes de começar o desfecho dessa história que me inspira muito a ser alguém melhor, um mentor que me ajuda a ser alguém melhor. Porém tem algo que eu gostaria muito de expor que é importante antes de se aprofundar no que quero escrever.

Quando a gente fala de resiliência que é preciso ter, exercitar, ser forte e tudo mais, passei por algumas pessoas que pregavam uma “falsa resiliência”.

E o que seria essa falsa resiliência no meu ponto de vista?

Todos nós sabemos que sim existem muitas pessoas tóxicas, é o que não falta por aí. E algumas pessoas tóxicas que passaram na minha vida exigiam muito de mim que eu devia ser “resiliente” que se eu desistisse daquilo eles nomeavam como “fraca” ou a “mimimi” “geração nutella” e diversos sinônimos parecidos.

Ao longo do meu processo fui estabelecendo limites do que era ser resiliente de verdade? O que significa PARA MIM? Não mais com o outro e para o outro.

Então fui percebendo que algumas pessoas pregam e pregaram para mim que ser resiliente é você permanecer em algum ambiente, relacionamento, ou coisas do tipo e não pode sair, se sair daquilo você é fraco, ou não aguenta a pressão, imaturo, terá que voltar para o final da fila.

Comecei a perceber que: – peraí, eu estou aqui fingindo ser uma pessoa resiliente para agradar as pessoas e ter medo de romper, ou eu estou aqui porque ok, eu quero estar para aprender alguma coisa?

E foi ai que eu percebi que não, eu estava me adaptando ao que os outros falavam para mim sobre ser resistente “sobre ser resiliente” mas a verdade é que – eu estava tão doente fisicamente e mentalmente que estava na verdade me fazendo mal tudo aquilo.

E caímos às vezes na “falsa” crença de que ser resiliente é aguentar a pressão, custe o que custar. Se você está sofrendo abuso, se a sua mente não está mais aguentando ok, o importante é ficar e aguentar, não ser fraca.

Quando me dei conta disso tudo, dessa realidade que estava me sufocando eu pensei chega, acabou, e não quero alimentar meu ego e nem o ego de ninguém. Percebi que a minha saúde mental é mais importante que tudo isso, e que na verdade as pessoas que estavam falando para mim que devia ficar, porque se eu pedisse para sair eu era uma “fraca”, eram as pessoas tóxicas e inconscientes que me faziam e fazem mal de verdade.

Enfim, essa falsa resiliência é isso, acreditar que sim tem que ficar até o final. Desistir não é sobre ser fraco é assumir que você se respeita e se ama de verdade sem mais.

O que seria a resiliência… Entrando no contexto para conhecer o personagem.

[…]Na Psicologia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse, algum tipo de evento traumático – sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, encontrando soluções […]

A vida algumas vezes não é muito fácil…

Entendendo o significado da palavra, quero falar de uma pessoa que para mim é um verdadeiro exemplo de resiliência com ele aprendi realmente o que é isso, o que é ser forte em meio a tantos caos. A história de vida dele mexe com meu íntimo, se tem uma coisa que eu amo nessa vida é colecionar histórias de vida, sou apaixonada por histórias de vida.

Engraçado que somos todos conectados, nós nos conectamos com sentimentos semelhantes que nós temos, ou que já passamos, momentos dificeis da vida que nós superamos, isso inspira outras pessoas.

Todas as vezes que eu lembro da história de vida dele me transporto como se eu tivesse lá. Essa palavra chamada tal da empatia me faz ser sensível em sentimentos relacionado ao outro, consigo sentir os sentimentos do outro e o dele não foi diferente.

Ele hoje tem 24 anos, quero fazer um breve resumo da história de vida dele que me fez enxergar o verdadeiro sentido da resiliência para mim, quando eu olho pra ele vejo que podemos ser MUITO forte, podemos sim.

Ele nunca teve uma estrutura emocional de seus pais, infelizmente desde cedo teve que se virar sozinho. E o cedo é cedo mesmo com 8 anos já teve que entender que era ele e ele contra o mundo. Os pais infelizmente não tiveram a maturidade o suficiente de cuidar dele, sempre foi “sozinho” no mundo e entendendo que ele tinha dois caminhos a seguir;

– Ou seguir no caminho das drogas, alcoolismo, ou até mesmo roubar para se virar. Ou apenas seguir em frente, caminhar, até quem sabe ter uma oportunidade.

E ele seguiu, optou em apenas seguir em frente e tentar ao menos ser forte. E sim ele sempre foi sozinho, e não é sozinhoooooo aquele sozinho de “estou me sentindo tão sozinho hoje” sabe quando bate aquela carência dentro de você?

Não, ele sempre foi solitário mesmo, no sentido de nunca teve um amor puro maternal e nem paternal que é o que nos constituí, o que nos mostra os valores que devemos seguir, apoio emocional pra ir adiante sabe? Ele essa tal resilência se virou sozinho e APENAS SEGUIU em frente.

Se eu contar aqui todos os detalhes mínimos da vida dele me emociona pois todas as vezes que eu me transtorno para todo o histórico dele, e me faz entender o sentido da resiliência.

Sempre conversamos e ele tem algo que me faz acreditar na vida, acreditar que podemos estar no fundo do abismo mais profundo, mas que ta tudo bem se levante aos poucos.

Poderia ficar aqui escrevendo horas e horas sobre a história de vida dele, falando que como pode uma pessoa com 8 anos ou 7 anos uma criança sobreviver a tantos caos?

A história dele me intriga, me questiono como ele conseguiu sobreviver? Ele tem um histórico tão pesado e desgastante. Ele nunca teve uma mão pra segurar na mão dele se ele caísse.

Vamos entrar no ensinamento da história…

Com ele aprendi a entender que resiliência é ultrapassar tudo, tudo que tiver pela frente, pode ser água, fogo, vidros, vento, simplesmente atravessar sem parar e se for preciso se desfaça várias vezes até conseguir encontrar o sentido de verdade.

Claro que, teve momentos da vida dele que não acreditava em mais nada, as emoções negativas o tomava conta por dentro dele. Mas simplesmente se você olhar pra ele e conversar parece que é a pessoa mais calma do mundo, parece um mar calmo.

Porém interiormente ele tem seus caos, seus mares agitados que o afoga, não tem como ser forte o tempo todo né. A DOR PRECISA SER SENTIDA quanto mais negamos a dor mais ela nos afoga.

E ele é isso, intenso, senti todas as emoções intensamente sem medo. E deixe que a dor venha e algum momento ela partirá. Não adianta fugir de algumas coisas, são fases da vida que precisa estar ali para nos lapidar sabe?

Eu o chamo de resiliência pois ele viveu e ainda vive as suas pressões internas e nunca externalizou isso de uma maneira agressiva. Por mais que tenha diversos caos dentro de si existe um mundo belo dentro dele, me questiono da onde vem? Como? Como pode uma pessoa ser resistente com tudo isso, com todo esse histórico.

Uma vez conversando com ele, coincidentemente estavamos na praia, eu contando um pouco dos meus caos pra ele – naquele dia quando escutei aquela frase levei para minha vida. “Mi deixa a brisa do mar fluir, deixa a brisa do mar levar, sem desespero, sem pressa, para de forçar as coisas ficarem na sua vida deixe que leve e de uma forma leve”.

Mais uma vez pensei realmente ele é muito resiliente, até para deixar algumas coisas em nossas vidas é preciso de coragem e entender que tem coisas que é preciso deixar ir e nesses momentos temos que ser resiliente porque tem coisas que simplesmente não queremos que se vão né? Queremos que fique aqui conosco, do nosso lado, mas é preciso deixar ir e ser resiliente pra entender que é preciso se adaptar as mudanças da vida e seguir em frente mesmo que doa.

Eu tinha um problema péssimo de se apegar muito nas pessoas e sempre forçava muito que todos ficassem na minha vida custe o que custar. Mas tem coisas que são apenas ciclos que precisam fechar para outros abrirem não tem jeito. Passei um período conversando, refletindo e aprendendo muito com ele a ser resiliente, resistente de verdade e entender que é preciso seguir em frente.

Esses momentos de reflexões que eu tenho com ele me ajudou a despertar de dentro para fora e ele ativou em mim o que eu precisava de verdade a maturidade de entender que não temos o controle de nada – que a vida é assim feita de altos e baixo, meio que uma montanha russa sabe?

Acontecem sempre coisas inesperadas em nossas vidas e até isso temos que ter a maturidade de aceitar que não, não temos o controle.

Ele nunca teve um alguém no sentido emocional, estrutura familiar pra moldar ele. Foi nas andanças da vida que ele aprendeu a sobreviver. Foi lendo, pensando, refletindo e construindo seus valores aos poucos.

Momento de reflexão p/levar para a vida toda.

Em algumas papos “cabeça” que temos, uma das coisas que ele me falou que me ajudou, me ajuda muito no meu crescimento e fortalecimento interior, ele me disse o seguinte:

– Chega um determinado momento da sua vida, que você simplesmente tem que parar, pensar e se olhar, olhar a sua casa interna. Somos como uma casa, aonde existe vários cômodos dentro de nós e esses cômodos podemos dizer que são emocionais bem como: felicidade, tristeza, paz, angústia, medos, amor, temperança.

Cada um tem seus cômodos, cada pessoa tem os seus cômodos alguns maiores que outros.  E eu simplesmente parei e pensei – preciso limpar essa minha casa mental, emocional, percebo que tem muita sujeira aqui, muita poeira, fantasmas que ainda me perseguem lá de trás. Coisas que já não existem mais, preciso remover da minha casa.

Simplesmente peguei a vassoura e comecei a limpar, todos dias, devagar, mesmo que eu apenas tivesse força para dedicar 10 minutos por dia para conseguir limpar toda essas bagunças que me acompanham desde pequeno.

Decidi, eu decidi me organizar, ir organizando cada cômodo dentro de mim, até que um dia estará tudo no seu devido lugar, limpo e todos os fantasmas irão embora, e com tudo no lugar vou conseguir visualizar o quanto existe coisas belas dentro de mim, sem essas bagunça.

Daquele em diante que tivemos essa conversa eu tive a certeza que nós que determinamos o que queremos em nossa vida, e de nossa vida. 

“Somos um universo, cada um tem um mundo inteiro dentro de si”

É a resiliência que nos faz seguir, obviamente não é facil tem alguns momentos são mais difíceis e exige mais de nós, mas é preciso se esforçar o máximo que puder e jamais desistir de nós mesmos.

Ele é uma pessoa muito especial um cara que realmente é fora da curva, tudo que viveu e suportou sozinho cada minuto de sua vida. Eu pergunto para ele como conseguiu ser tão forte? E tão sábio ao mesmo tempo.

Não entramos na vida de ninguem em vão, tudo tem um propósito para nos ajudar a evoluir. E temos que então fazermos escolhas diferentes, para colhermos frutos diferentes.

Quando ele entrou na minha vida a uns 6 anos 7 anos atrás, foi apenas para me ensinar a ser uma pessoa resistente, racional, todas as sementes que ele plantou em mim me ensinando a ser forte e racional. Ele me ensinou muito todos dias me aconselhando, deixava uma pequena semente no meu coração até que um dia eu despertei dentro de mim e consegui mudar muitas coisas que precisava para minha vida melhorar.

Muita gratidão por tudo isso!

Sou grata pela vida dele, e por tudo que ele é. Sempre quis escrever a respeito da visão que eu tenho sobre ele. Uma pessoa extremamente dotada de inteligência emocional, desenvolveu uma inteligência também sobre a filosofia da vida é algo impressionante.

Quando duas vidas se encontram, certamente é para algum tipo de ensinamento seja ele apenas em algum momento, minutos, horas, dias, meses ou anos tudo é para nos ensinar, só ter um olhar amplo e pensar “o que isso está querendo me ensinar”?

Tenho uma grande admiração por ele, e sempre o levarei em meu coração como um grande homem. E a sua história de vida levarei comigo certamente me inspira!

Ele ainda não se encontrou, mas espero muito que um dia ele se encontre consigo mesmo e siga naquilo que ele realmente ama de verdade, aquilo que seu coração vibra intensamente, eu torço muito por isso.

Tudo bem você ser resiliente e deve ser, desde que aquilo não esteja te fazendo mal. Mas uma sensação que é tão boa que é quando seu coração tá ali porque ele quer estar, sem pressão, ser resiliente para alcançar seus sonhos. Seu coração precisa estar em harmonia com a sua mente, se não você sempre vai viver meio que “desalinhado” com a sua vida.

Enfim, que possamos caminhar e apenas seguir até estarmos alinhado ao nosso propósito de vida. E ser resiliente respeitando seus sentimentos, sem perder o foco, com a leveza da vida.

Gratidão pela minha vida ter tido a oportunidade de ter a ajuda desse ser iluminado para me ajudar no processo de evolução.

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Mikaella Narriman

Mikaella Narriman

Esse blog é escrito com muito amor pela Mikaella Narriman, uma garota amante de escrita, e fascinada por Histórias - Colecionadora de Histórias de pessoas que conhece aleatóriamente por ai.
Ama escrever cartas para pessoas se sentirem especiais, espalhar amor e a sua flor favorita é Rosa branca.
Tem um amor verdadeiro desde pequenininha por praias e coleciona conchas. Sonha ainda velejar por mares abertos e é com certeza uma é geminiana!