5 coisas que aprendi na minha reconstrução pessoal – Adeus ao meu antigo eu

Desde o dia que decidi que eu deveria mudar de vida, muitas coisas me aconteceram. Mas sabemos que mudar não é algo que é fácil, exige muito de nós e é bem cansativo também.

Tinha muitas coisas em mim que precisava mudar com urgência, atitudes, pensamentos, formas de olhar para o mundo, parecia que a vida estava me empurrando para realmente começar a crescer e parar de agir apenas como “adolescente”. Chega um momento da sua vida que não, aquela adolescente do ensino médio já não cabe mais naquela nova fase que você começou. Ou seja, o português claro “bem-vinda a vida a adulta”.

Eu pensei em escrever pois também seria uma forma interessante de visualizar as melhorias e coisas que eu aprendi nessa minha nova jornada de vida. Compartilhar os nossos pensamentos é ótimo.

Desde que o sai da minha antiga empresa, parece que na verdade estava saindo um peso enorme das minhas costas. Percebi que vivia em um ambiente extremamente tóxico que naquele lugar você simplesmente não podia ser você.

Naquele momento eu pensei realmente aqui não é meu lugar, aonde as pessoas viviam engessadas e sinceramente ali todo mundo estava infeliz, só que ninguém tinha coragem de falar isso, de assumir isso.

Depois daquele dia, eu tive o enorme prazer de recomeçar a minha vida, mas agora de uma maneira íntegra, da forma correta. Ali eu senti que seria apenas um momento de profundo conhecimento de mim mesma.

Mantenha os pensamentos calmos, para não fazer coisas que possa se arrepender depois.

A primeira coisa que eu tive que largar foi a questão de controlar a minha impulsividade. Se tem uma pessoa que era impulsiva essa pessoa era eu.

Fazia coisas sem pensar, simplesmente só fazia – não media as consequências – nem ligava para as consequências. Ai que me dei conta que aquilo não estava me fazendo bem, que ser impulsiva não era algo bom.

Como já dizia Napoleon Hill se você não controlar as suas emoções, certamente elas te controlarão.

E comecei a refletir em coisas que eu fazia, e fiz que me prejudicaram muito. Atitudes que me trouxeram consequências gravíssimas. Foi através de um erro meu que me fez vir para o estado de consciência e perceber que NECESSITAVA “olhar esse meu lado impulsivo”, e ficar de olho nele.

Depois que eu passei a ficar mais consciente e parar de agir na impulsividade, mas sim raciocinar melhor antes de agir, pensar, oxigenar o cérebro. Tomar cuidado nas palavras, nos atos. Parece que comecei a ficar mais calma também, a minha impulsividade me fazia ser mais ansiosa, desesperada, imediatista e coisas relacionadas.

E eu aprendi a controlar esse lado de imediatismo, o desespero por coisas que não estavam em meu alcance e isso desencadeava uma ansiedade terrível que me sufocava.

Quando eu olhei para essa minha impulsividade e tive a audácia de melhorar isso, muitas outras coisas da minha vida também passaram a melhorar. O autocontrole sobre coisas que te fazem mal.

 

O equilíbrio entre a razão X Emoção

A racionalidade não fazia parte da minha vida, eu por natureza já sou uma pessoa altamente sensível e emotiva, desde muito jovem a minha personalidade é mais para o lado da emoção, de ver a vida com mais sensibilidade

Mas quando eu entrei em um ambiente em que todo mundo era racional, até demais. Aquilo para mim foi um tremendo de um choque.

Minha vida era completamente tomada pelas minhas emoções, não exercitava a questão de ser uma pessoa mais racional. Até porque a vida não e só feito de doces, tem as suas travessuras também.

E sim parece algo bobo né, mas tive que exercitar dia-a-dia o meu lado da razão, parece besteira, entretanto eu era 100% movida pelas minhas emoções. E sabemos que tudo que é demais não é bom, deve haver o equilíbrio entre os dois lados.

A emoção é ótima, porque assim eu não deixei ser quem eu sou. A minha essência está aqui comigo, faz parte de mim. E me ajuda a ser uma pessoa empática, humanizada, compreender as dores do outro.

No entanto muitas vezes me fazia sofrer demais também, por querer coisas que não era para estar na minha vida, por me iludir demais, fantasiar demais, acreditar demais, tudo era DEMAIS.

E lá vai eu novamente colocar mais uma coisa na minha reconstrução – ser um alguém mais racional. Me levou a muitas coisas boas quando aprendi e tornei isso consciente. Ter também essa racionalidade.

Pensar com mais cautela, e tomar mais cuidado para não ficar se machucando e machucando as pessoas ao meu redor.

Quando você é mais consciente consegue sentir melhor as coisas e sair da posição apenas de vitimização, e estar em um estado de mais maturidade. Quando a gente é inconsciente deixamos passar muitas coisas e não percebemos muitas coisas que fazem diferença em nossa vida.

Ter empatia – Por você!

Todas as vezes que entrava nas terapias, sempre confessava para minha terapeuta que eu tinha uma tristeza muito grande no meu coração. Cometi alguns erros no meu passado, que me impactaram muito no meu hoje.

E só depois que eu entrei em um estado profundo de consciência e autoconhecimento que eu tive a noção do grau de coisas que eu errei na minha vida, e que eu teria que ter muita paciência para consertar algumas coisas. Falava para ela que me sentia culpada por ter cometido erros que eram tão óbvios da onde aquilo ia parar.

E teve um dia que ela me falou:

Você já pensou em ter um pouco de empatia consigo mesma? Naquela época você não podia fazer muita coisa, era inconsciente, impulsiva, não pensava em nada do que fazia, não sabia o quanto era importante planejamento da vida. Ou seja, você não podia fazer nada!

Quando falamos em empatia com outro é ótimo, mas será que temos por nós mesmos? Será que não podemos desenvolver isso também??

E eu depois daquele dia comecei a refletir comigo mesma. Pensei que precisava desenvolver isso essa empatia por mim. E foi quando eu acalmei meu coração, e me perdoei de muitas coisas e comecei a substituir pela esperança, pela FÉ. Comecei a cuidar das minhas feridas com bons sentimentos para se cicatrizarem.

Com a empatia por mim mesma consegui seguir em frente, e desprender de tantas coisas que também me sufocavam.

Ter coragem de deixar, para mudar realmente!

Essa questão de coragem para deixar! Esse “deixar” engloba muita coisa. Mas aqui nesse momento essa frase me faz passar um filme pela minha cabeça de tanta coisa. Literalmente eu tive que deixar algumas bagagens, para me refazer um alguém melhor.

Tive de largar tantos vícios (não de drogas tá! ou alcoolismo rsrs) mas sim vícios sentimentais que me faziam mal, que me faziam regredir na vida. Que me tornava um alguém não evoluído. Tive que parar, ir observando cada área da minha vida que precisava de mudanças e largar muitas coisas que não fazia mais sentido estar ali.

Fechei muitas portas, deixei muitas pessoas, pessoas no qual eu pensava que me amava, mas na verdade eu era apenas uma válvula de escape sobre seus vazios. Sabe aquela pessoa que é cheia de vazios? Então, esses tipos de pessoas que são “mal tratadas” psicologicamente, adoram colocar você como “tapar vazios” dos dela.

Fechei meus olhos e fui observando quem me agregava e quem não mais. E não podei, eu cortei a raiz para simplesmente não crescer mais.

Sabe aqueles hábitos de estimação? Mas no fundo você sabe que são tóxicos? Eu tive a coragem de abrir a porta e falar “adeus”.

E essa coragem de deixar ir, não se trata apenas de sentimentos e pessoas, se trata de deixar ir o “seu eu” que te aprisiona sabe? Se trata de sim você pegar esse seu eu que te adoeci, que te faz mal, más energias, más sentimentos, tudo de ruim e apenas abrir a porta da vida e dizer ADEUS! Fechar a porta e dizer vou me reconstruir.

Essa coragem que eu tive foi justamente nesse ponto, de abrir mão de uma Mikaella que eu precisava deixar, para começar a escrever a minha história com as minhas mãos, não mais com a mão do outro. Eu finalmente assumi o controle da minha vida, e entendi que não merecia mais ser a substitua, mas sim a protagonista.

Autossuficiência – Tomar mais cuidado! Alerta!

Essa pérola tive que deixar para o final. Essa daí certamente parece que foi a virada de chave da minha vida!

Ser independente é muito bom sabemos disso, só que tinha algo em mim que estava meio mascarado. O querer ser “independente” estava mais ligado ao meu ego.

E foi nesse ponto que eu precisei melhorar. Tinha coisas que precisava ser feito, mas acabei me enganando por me achar autossuficiente não ter a humildade suficiente de reconhecer que alguns momentos da vida precisamos recuar.

E nesse momento acabei deixando ser levado pelo meu orgulho, pelo meu ego, em um desejo ilusório e acabei me perdendo na minha autossuficiente.

Fiz uma reflexão tão profunda e observei que alguns erros que eu cometi estava muito ligado ao meu ego. De auto aprovação, de provar coisas a pessoas, de mostrar o quanto eu venci, e mostrar para o mundo que “consegui”. Aquela coisa de ser humano de provar para outro.

E observei que tudo isso não me levou a lugar nenhum, que uma coisa que eu precisava era de humildade e isso era algo comigo mesma.

Ter a humildade de reconhecer muitas coisas em minha vida, voltar alguns passos para trás para que – o que eu almejo venha dar certo. Se tem uma coisa que prejudica muito o nosso futuro principalmente no que diz respeito à quando você é muito jovem é a questão de se achar autossuficiente, não reconhecer que sim é preciso ter calma.

A era em que vivemos, sufoca a juventude de provar para tudo e para todos a todo custo o quanto devemos ser vitoriosos o tempo inteiro e “bem sucedido”. 

Quando vi que isso iria prejudicar muito o meu futuro, e eu ia ficar sempre cometendo erros por conta do meu ego. Foi aí que eu virei a chave e prometi para mim que uma coisa que eu iria melhorar em mim é tomar cuidado no que diz respeito a ser autossuficiente, com uma mistura de ego e orgulho.

Muitas coisas aprendi, foram diversos pontos da minha vida que eu comecei a observar e melhorar. Listei os principais pois foram as que mais impactaram em minha vida e em todas as áreas. E tem me ajudado a se tornar um alguém melhor e ter mais leveza sobre a vida.

 

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Mikaella Narriman

Mikaella Narriman

Esse blog é escrito com muito amor pela Mikaella Narriman, uma garota amante de escrita, e fascinada por Histórias - Colecionadora de Histórias de pessoas que conhece aleatóriamente por ai.
Ama escrever cartas para pessoas se sentirem especiais, espalhar amor e a sua flor favorita é Rosa branca.
Tem um amor verdadeiro desde pequenininha por praias e coleciona conchas. Sonha ainda velejar por mares abertos e é com certeza uma é geminiana!